Wednesday, December 06, 2006

A noite cai, e o frio aperta… sozinha no escuro pensa como se pode deixar levar mais uma vez. Porque não ficou quieta no seu canto, como sempre? Pelo menos aí sabia que estava segura. Um pequeno deslize podia ser suficiente para deitar por terra os discretos progressos que tinha atingido passado tanto tempo… Mas como poderia saber? Ter-se-ia entregue cedo demais? Talvez… mas na altura havia-lhe parecido tão certo…
Não sabia se o problema era seu por exigir sempre mais do que as pessoas lhe podiam dar ou se era dos outros, que pareciam sempre só estar disponíveis para receber e cobrar… mas sentia-se triste. Bem, na verdade já nem isso sabia ao certo… Se o sentimento que a inundava agora era tristeza, desalento, desconfiança... Mas não estava bem, isso era certo.
Queria gritar ao mundo o que lhe ia na alma, mas nem num sussurro a voz lhe saía. Queria evitar que acontecesse o final que já conhecia, mas nada podia fazer para o evitar. Não estava já nas suas mãos e talvez por isso temesse tanto um final trágico… Os outros... sempre os outros… que inconscientes da capacidade das suas acções e atitudes acabavam sempre por magoar alguém. Mas que fazer? Havia de ser sempre assim…
Quanto a ela, iria regressar ao seu canto, e manter-se-ia por lá quieta e segura até que um dia viesse alguém que valesse realmente a pena, e cada vez com mais certezas que esse alguém não existe…

Sunday, November 19, 2006

Desafio das Mania

A K8tye do blog If only you knew achou por bem "desafiar-me". E que desafio! Enunciar 5 manias minhas. Confesso que não foi fácil. Mas julgo que estas são algumas das que mais me "identificam". Atenção: não estão por ordem de importância. Todas elas são muito "minhas". Quem me conhece, pode confirmar. Comentem!
Regulamento: "Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

Primeira Mania muito pessoal: Sorrir. Quando não quero que se zanguem comigo, quando quero que me façam as vontades, quando não sei o que dizer, quando estou atrapalhada, quando é preciso animar alguém ou simplesmente quando apetece… Resulta sempre.

Segunda Mania muito pessoal: lembranças e avisos. Raramente me esqueço das coisas mas pelo sim pelo não e para não falhar a ninguém, as lembranças no telemóvel tão sempre presentes.

Terceira Mania muito pessoal: Sempre atenta. Ao contrário de outras pessoas que falam por toda a gente, eu fico mais caladinha, e concedo-lhes e minha quota de fala. Por isso observo muito tudo e toda a gente. Estou sempre a olhar.

Quarta Mania muito pessoal: Tirar fotografias. Aqueles momentos Kodak, para mais tarde recordar...

Quinta Mania muito pessoal: Pedir desculpa. Estou sempre a pedir desculpa… mesmo quando não fiz nada de mal. Até se me pisarem por exemplo tenho a tendência a dizer desculpa…


Agora é a minha vez de desafiar… eu só conheço 3 pessoas, por isso…

Li – http://www.freefotolog.net/star_liliana
Telma – http://www.fotolog.com/mosketeiras_4
Tânia – http://www.fotolog.com/mosketeiras_4

Sunday, October 08, 2006

Isn't that easy?

Don’t we all want to live in a better world? So why don’t we give our hands and help each other for the good of humankind? Maybe together we can make the difference, I still believe in good people with good hearts...

The only war that I approve is the “war” against that stupid ideals that make people fight against the others.

I do want to finish with all this pain, racism and war, but I can’t make it on my own, no-one can...

I want a world in which children can be safe and happy, in which anger doesn’t exist, and in which we can move and breathe safely. In the world of my dreams we wouldn’t have to be afraid of nothing, because everyone would be friendly and pacific. I want to live in a world without lies, where truth is more important than everything.

I know that it’s just a fantasy, but I still believe that someday the real world would be just like the one of my dreams, and at that time people will be much happier than ever!

Tuesday, September 26, 2006

Durante algum tempo fui consumida por esse sentimento de incompletude, por esse desconforto inexplicável, por essas lágrimas que tardavam em cessar. Sentia-me insegura, abandonada, cansada de uma busca que parecia interminável. Sabia que a vida não podia ser só isto, que tinha de haver algo mais, mas o quê? Cada vez mais essa ausência se estava a apoderar de mim e mesmo sem saber de que se tratava sentia que sem “isso” não conseguiria continuar.
Foram dias, meses, anos até… a acordar ansiando pelo dia em que descobriria o sentido da minha existência. O dia em que teria as respostas para todas as perguntas que bailavam na minha alma.
O sorriso na face estava mais resplandecente que nunca, mas cá dentro… o meu “eu” estava completamente arruinado. Como se um furacão por ali tivesse passado e devastado toda a réstia de força e alegria existente.
Quando olhava em meu redor, via a minha vida e sentia-me egoísta por ter tanto e não ser o suficiente. Tentava contrariar essa necessidade de procurar algo mais, mas era mais forte que eu… Não conseguia, ou não queria (não sei ao certo) falar, mas ainda que quisesse... Como podia eu ir ter com um amigo e dizer-lhe que a nossa amizade não era suficiente, que estava triste e sozinha apesar de o ter? Como poderia eu desvalorizar tanto alguém?
À noite, sozinha no escuro do meu quarto, refugiava-me nos sonhos que conscientemente construía. Desde cedo me apercebera que sem grande esforço conseguia controlar os meus sonhos (mesmo enquanto dormia) pelo que utilizava esse espaço como abrigo de salvação. Idealizava personagens, famílias, relações e vivia com elas a sua, a nossa vida. No fundo era isso, criava uma nova vida para mim. Uma vida em que houvesse o que houvesse eu era feliz e amada incondicionalmente. E assim acabava por adormecer…
A noite era por isso a melhor parte do dia para mim, o único senão é que todos os dias a manhã chegava… e com ela o pesadelo de um novo dia.
Em momentos mais difíceis a fragilidade era tanta que temia não aguentar o choro que por tudo e por nada teimava em se mostrar. A dicotomia sonho/realidade e o abismo que entre elas se encontrava parecia cada vez maior e eu sabia que isto não iria acabar bem…
Tempos houve em que acreditei muito nas pessoas, na vida, nas relações humanas… esperei sempre mais porque cria que éramos melhores, mas só tive desilusões. Tudo o que parecia melhor não passava de uma pura e clara ilusão. Pobre criança que cresce com fé nesta gente que a rodeia, que se enche de expectativas para depois…
Já havia percebido que toda esta infelicidade não era apenas uma fase como todos me faziam querer ver. Agora já não me atormentava não saber o “objecto” da minha busca, atormentava-me a certeza cada vez maior, que por mais que o procurasse jamais o iria encontrar… e teria de viver com isso.
Por momentos achei que não seria capaz, que já nada fazia sentido mas e agora o que fazer? Por mais que quisesse não podia abandonar este mundo a que estava presa embora não lhe pertencesse… Lentamente e de modo algo inconsciente fui-me agarrando à única coisa que sempre fizera sentido para mim, e que nunca me havia falhado - os meus sonhos – e vivê-los como se fossem a minha vida. Porque no fundo o eram e sempre serão… são neles que me abrigo e me protejo, neles que encontro a atenção que preciso (de dar e receber).
Com o tempo aprendi que não precisamos de dormir para sonhar. Assim, sempre que posso a minha mente viaja para esse porto tão acolhedor. Vivo nesse mundo à parte, só meu, que ninguém percebe ou sequer conhece. Essa minha “outra vida” é já tão inerente a mim que tenho por vezes dificuldade em perceber qual delas é real.
Solucionei o problema? Talvez não… mas aprendi a lidar com ele. Inevitavelmente acabei por me isolar de tudo e de todos, não por opção, mas por não conseguir viver nesta hipocrisia que é o mundo “real”. E assim fiquei sem gostar de pessoas.

Friday, September 08, 2006

She’s a girl in this world... she’s lost and confuse, she needs some help, but she don’t have no-one to turn to. People see her like a trust and responsible person, a confident, someone who’s always there for everything. However, no-one seems to care about her feelings. She’s not angry with that, because she knows that people only do that because they really don’t realise how bad she is. And because deep inside she knows that she’s the only guilty for that, she is the one who always hided her feelings, the one who always seemed to be o.k. And now, even if she tries very hard she can’t change the way that people see her.
All she wants is that people realise that she’s also just a little girl, so confuse and so scare like everyone else... All she wants is someone to understand her, someone to helper to find the right way. She wants to live her life like everybody else, and she knows that she need to make some mistakes to learn who she is, the problem is that she doesn’t know how to do that without disappoint the ones who surround her.

Sunday, July 16, 2006

Never Give Up!

When I was a kid I met someone who were always saying “I don’t wanna hear you say «I can’t do it» because if you really try hard you can do everything. The girl had been inspired by a basketball movie and she really seemed to take it serious.
Later the girl told me that that mote could be used for everything because we should always try to be better and stronger. So I tried to apply it to life in general and then the doubts started to emerge. What seemed so perfect before had now won a different figure in my eyes, because life can be so rough sometimes…
For a while I try to guide my life through that rule but that never seemed to work… I remember I used to admire that girl wondering how she could always follow that mote. I established objectives and marks and then I couldn’t achieve them and it was really frustrating…
I took the mote literally so it started to work in an opposite way, because in my head, if I had try and still I had failed it could only mean one thing – I was too bad! If everyone that tried could do it why could I? For some years that feeling followed me and I felt really bad and weak about it because I couldn’t never reach what I had propose my self to. As the time went by that feeling lost some strength and now it doesn’t consume me anymore, but still sometimes I think about it…
Give up and let it go isn’t, in some circumstances, a much braver act than keep on insisting?
Can’t this ideal of life make us suffer more? Because if we never considered something finished that could give us false hopes…
And, I still wondered if it is really possible for someone to live an entire life by this “Don’t give up” rule. Because if there is, in spite everything, I have to say: congratulations!

Monday, July 03, 2006

Amor, esse sentimento tão sincero e profundo que nos pode fazer brilhar e acreditar de novo ou que nos pode derrubar de modo tão impiedoso quanto inacreditável. O amor faz-nos ver o que de mais belo há nas pessoas e no mundo e sem que nos apercebamos disso a nossa vida ganha de novo um sentido tão definido e forte que todos os problemas e imprevistos parecem nada importar.
(...)
Infelizmente nem sempre a vida segue o rumo que desejamos e as pessoas que julgamos conhecer pregam-nos partidas traiçoeiras que nos magoam e que não conseguimos justificar… Os sentimentos mutuos que nos uniam e que nos faziam parecer um só parecem ter-se desvanecido… para ti!
As pequenas brincadeiras tomam agora um significado maior, só agora me apercebo do quanto nos divertimos juntos e da importância que tinhas na minha vida… relembro os momentos que vivemos e quando olho à minha volto tudo me faz lembrar de ti, do teu sorriso, do teu corpo, do teu olhar…
Reviro a minha cabeça à procura de respostas que não encontro, tendo justificar vezes sem conta a tua ausência por mais injustificável que seja… Não quero duvidar de ti, nem por em causa a importância que a nossa relação teve, mas parece difícil acreditar que algo tão forte tenha terminado de repente para ti. Como é possível que não sintas mais nada e que te seja agora indiferente? Quando há tão pouco tempo…
Tenho muita pena que não tenha resultado e que tudo tenha terminado de modo tão abrupto mas o que mais me custa é não conseguir não conseguir explicar o que aconteceu… Pergunto a mim mesma se terei alguma vez forças para voltar a amar e entregar-me de novo porque estou tão magoada que só me quero isolar do mundo inteiro.
Sei que tenho de reagir e que não me posso dar por vencida, mas por mais que tente às vezes não consigo evitar de pensar “Acreditei em ti, em nós, e agora estou nesta fossa, porquê continuar a insistir?”.
Quem me conhece receia pelo meu bem-estar e preocupa-se comigo, querem ajudar mas não podem porque na verdade por mais que tente pôr em palavras, só eu sei o que sinto neste momento… Os meus amigos dizem-me que tenho de ser forte, deixar de recordar a nossa história com a mágoa de ter acabado e agarrar-me às memórias amando-as pelo que me fizeram sentir na altura, ficando feliz por terem acontecido.
Por vezes apetece-me gritar com toda a gente por não pararem de apresentar “supostas” soluções para a minha dor e por a fazerem parecer tão insignificante, mas no fundo sei que têm (alguma) razão… “O que foi não volta a ser” e há que seguir de cabeça erguida e coração aberto para que na próxima o amor não nos passe ao lado.
Dói de mais perder alguém quem se ama e confia, mas infelizes são os que jamais descobrem o que é o amor.


Baseado em várias histórias reais e dedicado a todos aqueles que apesar de todas as desilusões continuam empenhados nesta tarefa que é amar.